terça-feira, 11 de agosto de 2015

Carta - Última postagem

Teixeira de Freitas, 11 de agosto de 2015.
Minha mãe linda,               

                                                            
                Como você esta? E Murilo, pai e os cachorros? Nossa quanta saudade que estou de casa, mas sei que a distancia física de hoje é por um bem maior. Não vejo a hora de chegar às férias e poder ficar com vocês. A faculdade anda bastante puxada, muitos trabalhos agora na reta final do quadrimestre. Mas estou gostando bastante. Conheci muita gente bacana e os professores também. Sinto que é a construção de uma grande família aqui.
                Os componentes curriculares que estamos tendo são bem diferenciados. Até assusto quem vem de fora e conhece. Apesar do inusitado e pensarmos que é algumas coisas são sem pé nem cabeça, vejo agora no final que todas as aulas existiam sim o porquê e para que ter tido tais aulas.
                O componente que mais me fez pensar mãe, foi o experiências do sensível.  Realmente assim como o nome, foram várias e várias experiências.  Sinto que foi criado para despertar novamente aquele olhar que tínhamos quando éramos criança. Sabe aquele olhar puro, curioso e amável? Então, esse mesmo.  Essas aulas foram renovadores de olhar e de atitudes mais humanizadas, valorizando o simples da vida e o que realmente é o mais importante. Valorizar também os nossos dons, os sentidos, e aprender a usa-los de maneira consciente respeitando o próximo. Foi um componente único e só quem vivenciou sabe dizer o quanto nos afeta tornando-se mais sensíveis.
                Bom, estou morrendo de saudades de todos e logo eu chego e te conto mais sobre a faculdade. Acho que me empolgue com esse componente né? : ] Em fim, contando os dias para ir para casa. Beijo e amo você, manda beijos para todos.



De sua filha com muita saudade,
Hortência S. Andrade.

11ª Aula - Um pouco sem sentido - Parte 1

Assim como o próprio titulo, essa aula foi a privação de um sentido muito utilizado. Aquele órgão sensorial que através de várias ondas que incide sobre a retina, faz a leitura pelos bastonetes, com a percepção da luz, e com os cones, a percepção da cor, formando imagens ao ser processada pelo cérebro.
A impossibilidade do uso desse sentido induziria a maior sensibilidade dos outros sentidos, em uma tentativa de recuperar o perdido. Sentados em círculo e vendados, passavam-se objetos diferentes para que possamos sentir o seu peso, textura, e tamanho. Era de certo modo incômoda a tentativa de identificar um objeto, onde a imaginação aflorava. Como também, gratificante ao identificar um objeto sem vê-lo, onde muitos nunca eu havia passado a mal para sentir como é. Um exemplo desses foi a rodinha de cadeira e outro exemplo que tive uma sensação inicialmente de agonia foi o brinquedo amoeba, o qual, momentos depois lembrei que já havia brincado com ele na infância, uma geleia fria, macia, bastante maleável além do cheiro de cola e álcool que era legal.   
Após esse primeiro momento, fomos acompanhados a nos retirar da sala de aula ainda com os olhos fechados. Tive insegurança, aflição e fiquei muito desorientada. A professora segurou minhas duas mãos, me guiando até a saída. Nesse momento ao sentir a mão dela, senti que agarrei com força como se fosse um porto seguro. Ao sair da sala e tirar a venda, estava desorientada, tanto aonde olhar, o que fazer e no que falar. Apenas após alguns segundos “tomei consciência” e fui para perto dos que já haviam saído
Cooperação sensível – 2 parte

                 A segunda parte da aula foi sobre a acessibilidade e as dificuldades enfrentadas por aqueles portadores de alguma doença física. Foi ministrado pelo senhor Irlando, presidente da Associação Teixeirense dos Portadores de Deficiências – ATDP. Desafiado por ele a montar alguns equipamentos de suporte a deficiências como a muleta, o andador e as cadeiras de rondas, os colegas tentaram montar. Apesar de não ter sido voluntaria nesse momento, percebia a agonia daqueles que imaginavam aonde cada peça iria se encaixar na correria do tempo.



Esse desafio foi realizado parcialmente, pois assim como eu, muitos não havia entrado em contato com aqueles equipamentos e não se tinha se quer uma noção do que fazer.

Logo em seguida, mais dois voluntários foram convidados a experimentar as cadeiras de rondas enquanto o Irlando nos davam informações de como usar, do que a cadeirante sente e da sua impotência quando guiada por alguém. Ou seja, demonstrou a imensa importância daquele que empurra o cadeirante e de sua responsabilidade com o próximo. Após esse momento ficamos livres para experimentar os equipamentos na tentativa de simular o como é ser deficiente de alguma habilidade.                                                                            
Experimentei ser deficiente visual caminhando pela universidade como o auxilio de um guia, da bengala e do piso com sinalização para tal. Insegurança foi o que mais faltou nesse momento, pois a sensação de que eu iria esbarrar em uma parede, um poste não passava. Além da percepção dos pisos de sinalização que para min foi bastante difícil identificar o de parada, com as bolinhas, e o de siga, com as linhas. Em seguida amarrei minha perna e usei a muleta, a força nesse momento que era preciso colocar foi bem desgastante. Logo, experimentei a cadeira de rodas, apesar de que momentaneamente divertido, quando o meu guia pisou para que a cadeira levantasse a impotência que senti, o medo, o desespero foram altíssimos.                                                                                              Essa foi a ultima aula desse componente, e assim como tal, finalizada com chave de ouro. Uma experiência única que em qualquer outra universidade não teríamos porem de imensa importância. Essa aula mostrou o quanto podemos fazer a diferença ao colocarmos no lugar do próximo. E agora, que venha o dia do sensível!









domingo, 2 de agosto de 2015

10ª Aula - Memórias sensoriais

Um cheiro característico, um perfume ou o cheiro próprio de cada pessoa de quem gostamos como é bom. Lembro-me dos dias que meu irmão volta para casa e ao ir embora o seu cheirinho fica em seu quarto, onde ao passar no corredor sentimos aquela saudade da presença. E quando chove aquele cheiro de terra molhada que era sinal de vê filmes e ficar de baixo da coberta com um bom chocolate na companhia dos primos nas férias.
Nesse gosto pelas lembranças, dos bons momentos vividos na infância, que saudade nos dar... Isso faz com que percebemos como tudo tem passado tão rápido. Hoje, já na faculdade, ontem na casa da minha avó pedindo bala e chocolate. Vamos vivendo assim, em constante construção de memórias e sensações, mas é difícil achar que a lembrança de hoje seja melhor que há de 10 anos atrás. Essa de 10 anos, temos consciência de que não voltará mais e a impossibilidade de repeti-la. Restando apenas memórias e fotos. Logo, sabemos que cada momento é único, mas será que damos o mesmo valor para essas memórias presentes?

Infelizmente desconsideramos a importância do presente, é quase que inevitável, mas de uma coisa tenho certeza, essa aula já é uma memória sensorial. Como esquecer a sensação de comer quatro balinhas de goma e apenas por estar privando o olfato e a visão, achar que eram diferentes e de gosto ruim, de remédio. Sendo que eram simples jujubas. É incrível e foi incrível perceber como a privação de tais sentidos interfere tanto em nosso dia a dia.
Através da ausência ou junção desses sentidos temos a formação do gosto para o paladar para finalmente a junção de ambos, originando o sabor. E como nessa aula estimulamos bastante esse quesito, é inevitável recordar essa aula e não ter água na boca. Essa expressão ‘‘água na boca’’ é aquele momento que sentimos o cheiro ou lembramos de algo bem saboroso e salivamos. Um reflexo do nosso organismo preparando a boca para todo o processo de deglutição estimulado pelo desejo. Assim como é bom ter água na boca, melhor ainda é sacia-la.
E então tivemos o compartilhamento das memórias na feira de saberes e sabores.
Eu escolhi trazer o brigadeiro, o qual modéstia a parte foi bem elogiado pelo sabor. O nome brigadeiro é advindo de uma história popularizada nos anos 1980 em homenagem ao brigadeiro Eduardo Gomes que foi candidato à presidência da República pela União Democrática Nacional. Esse doce me remete as férias, as reuniões de primos que independente do que fossemos fazer sempre tinha o brigadeiro presente. E claro essencial nas festas de aniversários. Ou seja, independente do estado emocional, feliz ou triste, ou do momento, para min o brigadeiro estará sempre presente.


No ultimo momento da aula tivemos o inicio da construção da bandeira que define a identidade territorial na UFSB.

O símbolo por min escolhido é o contorno do Brasil nos remetendo a terra e ao seu significado, como também a diferença de naturalidade dos colegas de sala. E dentro desse mapa a imagem representativa da junção de todas as experiências vividas nesse componente até então.




segunda-feira, 27 de julho de 2015

9ª Aula - Sombra


                Sombra: a falta de luz. A desesperança, a ausência, o medo; ou o frescor, o relaxamento, a paz, ou o reflexo apenas? A sombra pode ter várias definições. Quando fecho meus olhos e penso nessa palavra, apenas lembro do meu reflexo na sombra. Mas ao olhar a figura da cadeira com sua sombra, me recordo àqueles filmes de terror com o rangido da cadeira ao balançar e ao analisar bem vejo até olhos escondido. Enquanto que na outra, a praia, a paisagem só remete o sentimento e a sensação de tranquilidade e relaxamento.      

         
                Assim, vemos que como na sala de aula ao dizer palavras que viesse em nossa mente, percebemos que a sombra dependendo da circunstância pode se ter variados interpretações. Desde o medo apavorante até a passividade. Ou seja, podemos ter ilusões diferentes da realidade.         
           Em sala de aula o meu grupo analisou o reflexo das sombras dos objetos. Ao desenhar as sombras, vimos à diferença na perspectiva do olhar quando tinha o deslocamento do objeto dando origem à outra sombra. Percebemos que sem a luz para iluminar o objeto que serviu como um anteparo da luz criando a sua sombra, sem luz, não haveria a sombra. Um exemplo é ao segurarmos uma vela acesa. Notamos que apenas a vela possui sua sombra enquanto que o fogo que origina a luz não possui a sombra. O qual explica a necessidade da luz para se ter uma sombra.      

Pouca Luz
Muita Luz

    


               Conjunto das outras apresentações, concluo a interdisciplinaridade que a sombra pode ser inserida. Uma aula que poderia ter sido sombria devido à presença de tantas sombras foi, no entanto, descobridora ao utilizar a sombra formando imagens e contando historias.



Um vídeo que utiliza a sombra para contar uma história linda e emocionante é:

segunda-feira, 20 de julho de 2015

8ª Aula - O pensar do sensível

Foram oito aulas desse componente experiência do sensível desde o inicio das aulas. Apesar de poucas, já foi possível construir ideias sobre o que é esse componente, a sua definição.                                                                                    
As palavras escolhidas por cada aluno foram: inovador, curioso, arte, sentimento, diferente, aprendizado, renascença, profundo, construção, autoconhecimento, recordações, simbolismo, dinâmico, emoções, desafio, sensibilidade, percepção, redefinição, reciprocidade, metamorfose, ser humano, explorador, saber, iluminação, natureza e poder.       
Essas palavras foram o que o componente despertou em cada um. Em minha experiência foi um conjunto dessas, mas as palavras por min escolhida foram inovador e reciprocidade.
A palavra inovador – significado: que ou aquele que inova; inovar: introduzir novidades em, renovar, inventar, criar. – é o que ocorre nessas aulas. Com propostas diferenciadas, cria-se uma aprendizagem de um sentido antes adormecido. Promovendo a introdução de novidades criados dos pelos alunos e proposto a nós pelas características simples e pura de nossas vidas. Ou seja, uma aula única e diferenciada.
Enquanto que a palavra reciprocidade representa a troca de informações e de experiências de vida entre todos da turma. O que possibilita uma construção conjunta entre todos para que através dessa aprendizagem possamos enxergar os valores que certos aspectos da vida realmente merecem. Logo, essa troca mutua constrói uma aula em que todos possam falar e serem ouvidos, podendo acrescentar individualmente na vida de cada um ou não.
Assim, o pensar do sensível vem sido desenvolvido e construído ao longo das aulas. Um exercício para tal, foi a tentativa de descoberta de uma sequencia de 4 linhas continuas que passasse por todos os ponto. O objetivo era que saíssemos da zona de conforto e despertasse o nosso olhar sensível, porém, não foi tão fácil assim. Tive varias tentativas frustradas e assim que soube a resposta, consistia em algo simples. O que demonstra a necessidade desse treino do olhar e do pensar sensível para a vida.

De acordo o material Pensar o Sensível que apresenta frases norteadoras para Pensar o Sensível e a sua discussão em sala, consigo ter a seguinte compreensão das frases:
·         15 – A existência dos órgãos de sentidos apresentam um sentido, um único significado. E que apesar das distrações corriqueiras, continuará existindo um único sentido.
·         17 – A frase popular ‘‘O corpo fala. ’’ é bem representativa da mensagem dessa frase, pois, o corpo fala ao sentirmos alguma dor ou falta de sensibilidade. Sendo ele, então, sábio mesmo sem pensar. Como por exemplo os reflexos motores quanto ao calor, onde tem-se o reflexo de retirar a mão de algo quente que só é conscientizado após a sua retirada e em seguida tem-se a consciência.
·         25 – Retrata a subdivisão do trabalho em sua especialidade o que resultado em pessoas atomizadas, ou seja, repartidas de conhecimento. Isso faz com que nasça a necessidade de pessoas mais generalistas que ultrapassem o saber dividido e possua uma compreensão ampla do mundo e das áreas do saber. Sendo impossível a substituição desse por uma maquina, um computador.
·         29 – A construção do pensamento, da noção, se dar por meio de processos neurobiológicos pré-determinadas geneticamente. E a junção dos fatores externos abala esse meio fazendo com que se inicie o uso de medicamentos paliativos, criando-se a dependência desses. Ou seja, tira-se a distinção dos problemas e seus efeitos no corpo e no emocional.
Além disso, houve a diferenciação entre o sábio e o especialista. Onde o especialista apresenta um significado mais fechado, focado em uma determinada área, assunto, enquanto que o sábio é o entender das variadas áreas do saber. Ambos são necessários, porém apenas o sábio não é limitado pelo sistema.

terça-feira, 14 de julho de 2015

7ª Aula – Diário sonoro; Silêncio.

Ao entrar na sala de aula já me deparo com as cadeiras posicionas em círculos e as mesas ausentes. Nesse momento, passava pela minha cabeça que com certeza, nessa aula haveria algo de diferente, de especial. Isso fez com que a minha insegurança do inesperado se aflorasse um pouco, mas conversando com a turma fui me segurando.
Uma aula que foi programada, e necessária para a turma, com o intuito, talvez, de melhorar a percepção pelo outro, de saber ouvir, de saber enxergar o próximo e a sua necessidade de fala, aprendendo a respeitar o momento de cada um. Fizemos a análise primeiramente das seguintes imagens:

Observamos uma pessoa com um auto falante falando, ou melhor, gritando. E a outra receptora da mensagem em uma cúpula onde o som não atravessava as paredes, logo, ele não ouvia o outro. Podemos assim interpretar que a pessoa isolada é insensível, esta afora da situação. Como por exemplo, em nosso dia a dia, quando alguém conversa conosco e inconscientemente estamos pensado em algo diferente e acabamos que não ouvimos o outro e ai envergonhados apenas acenamos com a cabeça ou perguntamos de novo o que a pessoa falava. Para min, esse momento expressa esse isolamento. A diferença é que a pessoa no auto falante pode ser quem esta tentando falar algo importante ou apenas algo mais leviano. O uso desse auto falante é um recurso utilizado para expressar a necessidade desse falante em falar, em se comunicar, uma medida de desespero de ser notado.


Nessa imagem percebemos duas mãos que podem ou não ser da mesma pessoa. Mas repare que a as mãos são órgãos simétricos, elas se encaixam, se completam em ações.  Assim como o ser humano, o que expressa à necessidade dos seres de andarem juntos, de apresentar uma correspondência entre si.  Logo essa imagem onde em uma mão está o ouvido, o receptor da mensagem, e na outra uma boca, o transmissor da mensagem, podemos concluir essa equidade que é necessária para o ser humano. O qual, cada ser, merece ser ouvido e escutado. E com essa ação possibilita a criação harmônica dos seres, assim como a ação harmônica dos movimentos das mãos.

Após a analise dessas imagens, teve a frase:  

Sim, falar é uma necessidade que nós animais temos. Tive até uma experiência dessa necessidade quando era preciso ficar dez minutos em silêncio para a gravação dos áudios ao redor. Experimentei a inquietação e a agonia dessa necessidade até que foi resolvido afastar-se do gravador para podermos comunicar com os integrantes do grupo. Então, mais que certeza, falar é necessidade. É através desse meio que podemos expressar o que queremos e o que sentimos. Porém, a fala é natural, ao contrario de escutar. Só escutamos o que queremos, pois existe um filtro inconsciente julgado por nós do que é necessário ou não ouvir. Sendo que, tudo é necessário ouvir.
Podemos tomar como exemplo também, da necessidade de falar e da ausência da sociedade quando se trata de escutar, através dos meios de comunicação. Como, no facebook, podemos notar que há varias pessoas que sentem a necessidade de postarem o que fazem, como se sentem, como uma medida de escape, na busca por um ouvinte (leitor). Ou seja, escutar é uma arte. Nem todos sabem escutar e com isso excluem-se pessoas podendo provocar doenças. O que é demonstrado pela procura de psicólogos, psicanalistas e psiquiatras. Esses são profissionais especializados no dom de escutar, o qual, por meio do simples ato de escutar os problemas, o dia a dia de alguém, vários problemas assim podem ser resolvidos. Essa arte necessita e deve ser praticada por todos, diariamente, pois, apenas assim conseguiremos escutar o próximo sem distinguir assuntos e pessoas.

Posso dizer que colocamos em prática essa frase no seguinte momento da aula: fizemos uma roda mais fechada a através de uma bola, quem estivesse segurando-a, iria compartilhar com o grupo como foi a sua entrada na UFSB. Nesse momento foi necessário que todos ficassem em silencio e apenas quem segurasse a bola tinha o direito da fala. Não podemos esquecer que não é apenas a fala o meio de comunicação, existem também os gestos, as expressões, o olhar.  
Quando chegou o meu momento de compartilhar a historia da minha entrada na faculdade, o nervosismo subiu e ao meu parecer, comecei a falar rápido e desviar o olhar das pessoas. Até porque, esse foi um momento difícil em minha vida e precisei me conter emocionalmente, não queria me emocionar ali, na frente de todos. Por ser um assunto delicado, precisei ser precisa e pontual nos acontecimentos. Mas ainda assim, tive colegas que vieram falar comigo que gostou da minha historia e me compreendeu.  Ou seja, muitos realmente praticaram a arte de escutar nesse momento.

No segundo momento da aula tivemos uma surpresa, a visita de deficientes auditivos. Eles compartilharam a experiência de vida e sua dificuldade nesse processo de ingresso a escola e de se comunicar com a família. Aprendi a importância da língua em sinais para eles e a diferença tremenda de saber para poder se comunicar. Assim como os gestos que usamos como tentativa de se comunicar quando não podemos falar, eles usam gestos, sinais e expressões faciais e corporais, no lugar dos sons.                
Foi uma aula emocionante, principalmente quando perguntado a uma visitante qual o som ela gostaria de poder ouvir e a resposta foi o choro do seu filho. Essa aula me despertou a curiosidade, à vontade e nasceu um novo sonho, objetivo para minha vida. Irei aprender a língua em sinais. Vejo que esse conhecimento só irá me acrescentar e a oportunidade de poder incluir alguém a um meio, de ajudar, de poder compreender e comunicar é encantador.

Dica: Aplicativo Hand Talk, você traduz automaticamente texto e áudio para a língua de sinais, e de graça. Foi eleito pela ONU o melhor APP social do mundo. http://www.handtalk.me/app

Fotos desse segundo momento:




AMO UFSB









sexta-feira, 3 de julho de 2015

6ª Aula – Diário sonoro

Nessa aula discutimos sobre os textos O som e o sentido e Poluição sonora. Como também, para min que não tive contato com instrumentos musicais ou músicos, desconhecia sobre o ouvido absoluto que foi comentado em aula. O qual esse dom, consiste na capacidade que uma pessoa tem de formar uma imagem auditiva interna de qualquer tom musical marcado por uma nota, podendo identifica-la e reproduzi-la em um instrumento. Como curiosidade foi nos apresentado o site http://www.ouvidoabsoluto.com.br/ para que possa testar e treinar o seu ouvido.
Realizamos um trabalho em grupo de gravar, em algum lugar da universidade, o som por cerca de 10 minutos. Essa atividade criou uma inquietação em todos integrantes do meu grupo devido à necessidade de ficar em silencio para que os sons fossem gravados no celular e as nossas vozes não interferisse. Essa inquietação foi expressa em gestos um com o outro, andar de lado a lado até que decidimos nos afastar para conversar até que o tempo fosse cumprido. Nunca tinha me atentado pela dificuldade em ficar em silencio até essa atividade. O que demonstra a necessidade do ser humano em se comunicar com o próximo.


Através da gravação elaboramos o seguinte gráfico, exemplificando quais sons que foram ouvidos e em qual tempo: 


As fotos abaixo são os gráficos que exemplificam o meus áudios nos três momentos:


● Primeiro momento 



● Segundo momento


● Terceiro momento



Resenha referente ao primeiro capítulo do livro O som e o sentido: Uma outra história das músicas e do artigo Poluição Sonora como crime ambiental:

 Som, ruído e suas peculiaridades
O som é originado de uma onda o qual é a variação periódica de uma grandeza física sendo ela composta por crista, vale, nível médio, amplitude, comprimento, período e frequência. Essas são as características diferenciadoras de cada onda. Ou seja, de acordo a sua especificidade tem-se a produção de um som próprio. O primeiro capítulo do livro O som e o sentido: Uma outra historia das musicas de José Miguel Wisnik e o artigo Poluição sono como crime ambiental extraído do Jus Navigandi, tratam sobre o som e suas qualificações e efeitos na vida.
              A onda longitudinal se repete em impulsos e repousos dentro de certa frequência exprimindo o som que será registrado pelo tímpano auditivo com a presença e ausência do som. Como dito no livro ‘‘Não há som sem pausa. ’’. Esse capitulo aborda também a presença das ondas alfas, os quais são ondas cerebrais diferentes, que são emitidas em diferentes estados de consciência. Através desse conhecimento pode ser utilizados métodos, com o uso de ondas nas frequências corretas, como formas de relaxamento de estado.                                   
O nosso corpo apresenta limitações quanto a percepção de diferentes ondas.  As frequências audíveis pelo ouvido humano ficam entre 15Hz e 20KHz, podendo variar de acordo a sensibilidade de cada ser. Dentro desta faixa encontram-se a voz humana, instrumentos musicais e alto-falantes. Outro exemplo são os cachorros que são animais que conseguem ouvir ondas abaixo de 15HZ.                                                                                                                           
É importante sabermos também, a diferenciação entre o som e ruído. O som é a recorrência periódica e produção de constância, já o ruído é uma perturbação relativa da estabilidade, superposição de pulsos complexos, defasados. Ou seja, o ruído é o som que desorganiza o meio ou um barulho incoerente com o meio.                                                                             
Assim, justando o significado do ruído que é expresso no livro com o artigo, compreende-se a causa da poluição sonora. O artigo apresenta, fundamentado em leis, a importância da preservação da sonoridade do meio, preservando a flora e a fauna.                     
No mesmo, tem-se a exemplificação dos promovedores do distúrbio sonoro que são: bares e casas noturnas, aeroportos, indústrias, veículos automotores, eletrodomésticos e o meio ambiente do trabalho. Esses são vistoriados pela CONAMA, conselho nacional do meio ambiente, responsável pelo estabelecimento de padrões sonoros compatíveis com o meio ambiente e a qualidade de vida. Logo, como determinado pela lei o nível de ruído deve ser de, no máximo, 50 decibéis.                                                                                                                                        
A exigência para o controle do ruído deve-se aos efeitos colaterais por ele provocados, lentamente, causando estresse, distúrbios físicos, mentais e psicológicos, insônia e problemas auditivos. E em longo prazo, tem se o aumento da pressão arterial, paralisação do estomago e intestino entre outras. Afinal, como dito no artigo ‘‘O ouvido é o único sentido que jamais descansa, sequer durante o sono.’’.                                                                                                   
Demostra-se assim a necessidade da pratica das leis como a do artigo 42 da lei de contravenção penal quando causar perturbação a tranquilidade das pessoas e o artigo 59 da lei de crimes ambientais para a conservação do meio ambiente como um todo. Preservando a vida dos animais e a saúde dos seres humanos. 

terça-feira, 30 de junho de 2015

5ª Aula – Diário sonoro

          O pedido foi que gravássemos três áudios em momentos diferentes do dia com duração de 2 minutos e ao gravar, escrever o que escutava e depois escutar o áudio gravado, fazendo uma comparação entres os sons ouvidos nos dois momentos. A minha experiência nesses três momentos, foram:

Primeiro momento
·         Escutei o barulho da televisão ligada ao fundo, uma buzina de caminhão na avenida e o barulho da água caindo da torneira do banheiro próximo.

Na gravação: Percebi que a buzina não foi gravada e que apresentava um som constante o qual eu não havia me atentado na hora, esse som correspondia ao barulho da bomba de água que estava ligado naquele momento. Como também, a minha respiração em alguns instantes.

Segundo momento
·         Ouvi a televisão ligada, alguns passarinhos assoviando, o meu cachorro arranhando a porta, os outros latindo e o barulho de partes de caminhão batendo ao andar na rua.

Na gravação: Consegui ouvir os sons que presenciei com exceção a do meu cachorro latindo e a do caminhão.

Terceiro momento
·         A televisão estava ligada, ouvi o gesso estralando, o som do vizinho ligado e os latidos dos cachorros.

Na gravação: Constava o barulho da televisão, a do som do vizinho, os latidos e alguns batuques que pelo que parece foi eu que os produzir digitando aparenta. 

          Através desses três momentos e com a leitura dos textos que foi pedido, pude perceber que alguns sons são enquadrados como poluição sonora, como por exemplo, as buzinas e o som alto do vizinho. Fatores esses que eram para min desconhecidos, ou melhor, se passavam despercebidos. Com essa atividade, percebi que o meu ouvido não é tão atento aos sons do dia a dia como eu achava que fosse e que os barulhos constantes são os mais difíceis de serem percebidos.
          Essa atividade lembrou-me de um vídeo interessante: Teste Auditivo 3D, que fez parte de uma campanha para denuncia de violência domiciliar, nesse vídeo percebe-se a diferença dos locais e distâncias pelo qual o som é emitido demonstrando a capacidade surpreendente dos nossos ouvidos.



sábado, 20 de junho de 2015

4ª aula - Folha

 Proposta: escolher e observar uma folha de uma planta ou árvore.

Essa experiência teve como objetivo para min, despertar a percepção, a visão dos pequenos detalhes, enxergando as pequenas características da planta e as mais complexas dela com o seu meio. Escolhi a folha de uma planta, o qual não sei o nome, principalmente pela sua cor chamativa e alegre. A folha apresenta as seguintes características por min observadas:

  • Está acoplada no talo da plante de uma maneira como se estivesse abraçando o talo que a sustenta que possui largura fina e comprimento mediano.
  • Apresenta um comprimento, quando comparado com as plantas próximas, razoavelmente comprido e largura maior no centro da folha e ao se aproximar do final da folha vai afinando, terminando pontiaguda.
  • Possui coloração vinho escuro nas extremidades e no centro um rosa forte com um tom aberto.
  • A textura do lado de cima é mais grossa que a parte inferior, que é bem lisinha e suave.
  • As folhas da planta, com o vento, possui bastante movimento, como uma dança solta, rápida e sem direção definida.
  • Suas nervuras são paralelas à nervura central que é mais definida.

Após a observação da folha, fizemos uma interpretação do movimento da folha com diferentes velocidades de vento. De primeira, uma atividade que me fez ficar envergonhada de inicio, mas que com o tempo foi passando e me fez perceber o quanto me importo pelo que o outro vai pensar. Essa atividade também estimulou a visão periférica, ou seja, perceber o que está fora do foco principal da visão. O qual me auxiliou a controlar o riso e enxergar os movimentos diferenciados de cada folha escolhida pelos colegas que estavam do meu lado. Em fim, essa experiência me permitiu perder um pouco a inibição e ter foco no objetivo da atividade, mas sem esquecer-se das pessoas que estão próximas.