domingo, 2 de agosto de 2015

10ª Aula - Memórias sensoriais

Um cheiro característico, um perfume ou o cheiro próprio de cada pessoa de quem gostamos como é bom. Lembro-me dos dias que meu irmão volta para casa e ao ir embora o seu cheirinho fica em seu quarto, onde ao passar no corredor sentimos aquela saudade da presença. E quando chove aquele cheiro de terra molhada que era sinal de vê filmes e ficar de baixo da coberta com um bom chocolate na companhia dos primos nas férias.
Nesse gosto pelas lembranças, dos bons momentos vividos na infância, que saudade nos dar... Isso faz com que percebemos como tudo tem passado tão rápido. Hoje, já na faculdade, ontem na casa da minha avó pedindo bala e chocolate. Vamos vivendo assim, em constante construção de memórias e sensações, mas é difícil achar que a lembrança de hoje seja melhor que há de 10 anos atrás. Essa de 10 anos, temos consciência de que não voltará mais e a impossibilidade de repeti-la. Restando apenas memórias e fotos. Logo, sabemos que cada momento é único, mas será que damos o mesmo valor para essas memórias presentes?

Infelizmente desconsideramos a importância do presente, é quase que inevitável, mas de uma coisa tenho certeza, essa aula já é uma memória sensorial. Como esquecer a sensação de comer quatro balinhas de goma e apenas por estar privando o olfato e a visão, achar que eram diferentes e de gosto ruim, de remédio. Sendo que eram simples jujubas. É incrível e foi incrível perceber como a privação de tais sentidos interfere tanto em nosso dia a dia.
Através da ausência ou junção desses sentidos temos a formação do gosto para o paladar para finalmente a junção de ambos, originando o sabor. E como nessa aula estimulamos bastante esse quesito, é inevitável recordar essa aula e não ter água na boca. Essa expressão ‘‘água na boca’’ é aquele momento que sentimos o cheiro ou lembramos de algo bem saboroso e salivamos. Um reflexo do nosso organismo preparando a boca para todo o processo de deglutição estimulado pelo desejo. Assim como é bom ter água na boca, melhor ainda é sacia-la.
E então tivemos o compartilhamento das memórias na feira de saberes e sabores.
Eu escolhi trazer o brigadeiro, o qual modéstia a parte foi bem elogiado pelo sabor. O nome brigadeiro é advindo de uma história popularizada nos anos 1980 em homenagem ao brigadeiro Eduardo Gomes que foi candidato à presidência da República pela União Democrática Nacional. Esse doce me remete as férias, as reuniões de primos que independente do que fossemos fazer sempre tinha o brigadeiro presente. E claro essencial nas festas de aniversários. Ou seja, independente do estado emocional, feliz ou triste, ou do momento, para min o brigadeiro estará sempre presente.


No ultimo momento da aula tivemos o inicio da construção da bandeira que define a identidade territorial na UFSB.

O símbolo por min escolhido é o contorno do Brasil nos remetendo a terra e ao seu significado, como também a diferença de naturalidade dos colegas de sala. E dentro desse mapa a imagem representativa da junção de todas as experiências vividas nesse componente até então.




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